Tudo começou no segundo mês, com uma palavra que ninguém espera ouvir: diabetes gestacional.
De repente, a rotina virou medições.
Glicemia em jejum, depois das refeições. Pressão arterial. Peso. Horários de remédio. Cada número precisava ser anotado à mão, numa folha de papel, várias vezes ao dia.
E aquela folha tinha que viajar junto: na bolsa, na cozinha, no caminho da consulta.
Uma folha. Uma caneta. E muita coisa pra lembrar.
Mas papel se perde. E não tem memória.
Bastava molhar, rasgar ou esquecer em casa para o histórico inteiro desaparecer. E mesmo com tudo anotado, era difícil enxergar a evolução, se a glicemia estava subindo, se a meta da obstetra estava sendo cumprida.
Um borrão e a semana inteira vira dúvida.
Então decidi resolver isso para ela.
Comecei a construir um app só para a minha esposa: um lugar onde cada medição fica guardada para sempre, organizada, com gráficos claros, e que avisa sozinho a hora de medir e quando um valor sai da meta.
Na consulta, em vez da folha amassada, era só abrir o relatório pronto.
O app ficou tão bom que percebi: nenhuma mãe deveria depender de um pedaço de papel para cuidar de duas vidas.
Foi aí que a Vanessa deixou de ser só dela, e passou a ser de todas vocês.